6 maiores vantagens do mercado livre de energia para você conhecer



Criado em 1995, no governo de Fernando Henrique, o mercado livre de energia tem o objetivo de promover a disputa no setor elétrico, com os contratos de compra e venda entre consumidores e geradores negociados livremente no chamado Ambiente de Contratação Livre.

Diferentemente do Ambiente de Contratação Regulada, outro mercado do setor elétrico cujos consumidores ficam limitados à compra de energia das concessionárias e distribuidoras, neste a empresa tem a possibilidade de escolher de quem vai comprar a energia, com preços e durações definidos em contrato.

Desenvolvemos este artigo sobre como funciona e quais são as principais vantagens do mercado livre de energia para você conhecer e trazer inovação ao seu setor. Acompanhe!

Entenda como funciona o mercado livre de energia

Podem migrar para o mercado livre apenas consumidores com um consumo médio mensal acima de 500 quilowatts (kW), o que representa, no mínimo, R$ 60 mil. Assim, os consumidores residenciais ficam de fora.

Além disso, só podem participar desse mercado empresas cadastradas como agentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que são os geradores, consumidores, comercializadores e diversos outros negócios, ficando responsáveis pelo ambiente de negociação de energia livre.

Dois são os tipos de consumidores livres: os tradicionais e os especiais. Fazem parte do grupo de tradicionais os consumidores com contratos de energia acima de três mil kW, equivalendo a um montante final entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Geralmente compreendem esse conjunto as montadoras, as siderúrgicas e outras grandes indústrias.

No grupo de especiais, o consumo abrange o limite mínimo e máximo de 500 e 3000 kW, respectivamente, representado geralmente pelas empresas de pequeno e médio porte, como shoppings, supermercados e hotéis, cujas contas de energia situam-se entre R$ 60 mil e R$ 300 mil. Para esse último grupo, a energia contratada necessariamente deve vir de fontes limpas, como biomassa, solar, eólica ou de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Para realizar a migração, os consumidores podem optar pela contratação de uma comercializadora de energia, que atua como uma intermediária entre as geradoras e o consumidor final, ou pela contratação de uma empresa de consultoria para efetivar as etapas necessárias, levando geralmente cerca de 6 meses.

Sobretudo, destaca-se o fato de que, em ambas as situações, deve-se adequar o medidor de energia, envolvendo um investimento na ordem de R$ 20 mil. Isso porque o fornecimento não provém mais da concessionária local e, assim, existem normas reguladoras e de segurança que regem esse controle de consumo.

Uma grande dúvida que surge está relacionada ao fato de que, já que a empresa não consumirá mais a energia da concessionária da região, como a eletricidade chegará até ela? A resposta é simples: a concessionária ainda participará da distribuição, recebendo sua parcela no serviço de entrega da eletricidade.

Em outras palavras, é estabelecido um contrato com a usina do mercado livre e outro com a concessionária local, relativo à distribuição energética.

Conheça os benefícios

No início deste artigo, comentamos sobre os diversos benefícios que o mercado livre de energia traz para sua empresa. Mas, afinal, quais são eles? Com o objetivo de trazer mais informações sobre o assunto, listamos a seguir as principais vantagens para as empresas. Confira!

1. Livre negociação

No mercado cativo, os agentes ficam impossibilitados de negociar o preço da energia elétrica, mas, para os consumidores livres, não há essa restrição. Com a possibilidade de acordar o preço da energia e utilizando a ferramenta de negociação, o custo da energia livre pode ser muito mais atrativo do que os preços praticados pelas concessionárias locais.

O maior impacto se dá por conta da competitividade entre as empresas, e aquelas que aproveitarem conseguem bons preços nos momentos adequados de compra de energia.

2. Controle de custos

No âmbito empresarial, nada é mais gratificante para a administração do que ter controle sobre os custos de um determinado serviço, principalmente se ele é recorrente em todos os meses.

Para as empresas que fazem parte do mercado livre de energia, isso não é um problema! Um dos maiores benefícios é saber exatamente quanto será pago pela energia ao longo do contrato firmado com a concessionária, pois, no mercado livre, as alterações de tarifas de energia da Aneel não interferem no preço cobrado pelo consumo.

No entanto, as tarifas relativas à distribuição sofrem com essas alterações, tratando-se de consumidor livre ou cativo. Apesar de o consumidor ser livre para negociar a energia elétrica, é necessário continuar pagando e recebendo pelos serviços de distribuição.

3. Possibilidade de venda de energia elétrica

Como a quantidade de energia elétrica a ser consumida é estabelecida em contrato, em algumas situações as empresas acumulam algumas reservas. Em momentos de alta no preço de geração de energia, aqueles que têm sobras contratuais em função da sua eficiência energética podem vender os excedentes a preços maiores do que os que foram pagos em contrato de compra.

Assim, a empresa lucra com a venda desse excedente, que, em algumas situações, pode ser até maior do que o ganho com a sua atividade principal.

Esse benefício de negociar os excedentes de energia é exclusivo para os consumidores livres. Se a empresa tiver uma boa administração do consumo desse insumo, nos meses em que os preços da energia estão maiores é possível diminuir o ritmo da empresa para se beneficiar com a venda de excedentes, como a realização de manutenção de equipamentos ou paradas programadas, substituição da iluminação por luminárias de LED, entre outros, auferindo maior lucro sobre o custo de energia livre.

4. Compra de acordo com o perfil do consumidor

Para atuar no mercado livre de energia, é necessário ter uma gestão dos contratos realizados, monitorando o consumo, os preços e as condições em que foram estabelecidos os contratos. Esses fatores podem garantir aumento na lucratividade da indústria de maneira significativa, situação que não pode ser administrada no mercado regulado.

Sua empresa tem um perfil conservador ou mais arrojado? Nas duas situações, é possível se beneficiar das grandes economias no custo de aquisição de energia, impactando diretamente os resultados da organização de maneira positiva.

5. Consumo de fontes renováveis de energia

Além da adequação de consumo e compra de acordo com o perfil de risco desejado, somente nessa modalidade o consumidor pode garantir o consumo de 100% de energia renovável.

A contratação de energia diretamente de fontes renováveis, além de contribuir para a sustentabilidade, gera benefícios nos contratos de distribuição. A energia produzida por Solares, Eólicas, Biomassa, Biogás, Centrais Geradoras Hidrelétricas (CHs) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) oferecem descontos de até 100% nas tarifas de uso do sistema de distribuição.

6. Não há preço maior no horário de ponta

Além da redução do custo de energia, as empresas que fazem parte do ambiente de contratação livre não recebem cobranças adicionais por utilização da energia em horários de ponta. Muitas indústrias recorrem a geradores a diesel nos períodos do dia em que as tarifas cobradas pela concessionária local são maiores, devido ao grande fluxo de consumo.

Dessa forma, sem a necessidade de utilizar esse recurso, as empresas que fazem parte do mercado livre têm, além de ganhos financeiros, benefícios operacionais significativos, pois não precisam reabastecer os tanques combustíveis dos geradores, diminuindo a geração de ruídos e gases poluentes.

Fazer parte do mercado livre de energia pode ser um grande diferencial para a sua organização. Ter a possibilidade de escolher a concessionária fornecedora, negociar o preço, controlar os custos adequadamente e vender os excedentes tem atraído cada vez mais empresas para a modalidade e aquecendo o mercado. É uma vantagem competitiva para aqueles que estão atentos às novas tendências.

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