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4 medidas inovadoras relacionadas ao crédito de carbono

Reduzir os impactos sobre o meio ambiente: este é o objetivo da economia de baixo carbono. Entre suas metas mais significativas estão a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE), a ampliação da produção e do consumo de energias limpas e a busca de ganhos de eficiência energética e produtiva.

Para chegar a esses objetivos, é preciso usar os recursos naturais de forma racional, bem como renovar a matriz energética e apostar na circularidade da produção. Isso significa que é preciso rever os processos produtivos e as soluções tecnológicas que ajudam a reduzir os impactos sobre o planeta.

Quer saber como a sua empresa pode atuar no sentido de obter créditos de carbono e fazer parte do grupo que atua em defesa do meio ambiente? Acompanhe este texto e entenda melhor esse tema! Boa leitura!

O que é o crédito de carbono

Criado em 1997, o conceito surgiu a partir da assinatura do Protocolo de Quioto, um acordo internacional que determinou que os países desenvolvidos reduzissem em cerca de 5% as emissões de GEE em relação aos níveis de 1990. A ideia era que esse processo ocorresse entre 2008 e 2012.

Os créditos de carbono são, basicamente, como certificados de comprovação de que uma empresa (ou nação) de fato reduziu sua emissão de GEE. O acordo do Protocolo de Quioto indica que uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivale a um crédito de carbono.

A preocupação com o tema é essencial, já que a emissão de gases afeta todo o planeta. Em 2011, durante a Conferência do Clima, novas metas foram estabelecidas: reduzir entre 18% e 40% as emissões de GEE com base nos índices registrados em 1990.

Outro passo importante foi dado em 2016, com o Tratado de Paris (durante a COP 21), em que líderes mundiais definiram a necessidade de reduzir as emissões de GEE para limitar o aquecimento global em 2ºC. Cada vez mais, o empenho no sentido de estabelecer uma economia de baixo carbono tem sido constante.

De forma geral, o principal objetivo de adquirir créditos de carbono é garantir a redução de gases que provocam o efeito estufa e prejudicam o meio ambiente e, consequentemente, a sociedade. O Brasil confirmou sua participação no acordo assinado durante o Protocolo de Quioto em 2002 (e transformou a decisão no Decreto n. 144/2002).

Como reduzir as emissões de GEE

Nas empresas, tem se tornado cada vez mais comum que as estratégias corporativas incluam medidas para a redução das emissões de CO2. Exemplo disso é a We Mean Business, uma iniciativa global que une, hoje, 757 empresas comprometidas em reduzir suas emissões de GEE.

Os resultados já são observados e, em todo o mundo, o setor de energias renováveis empregou, apenas em 2016, 8,1 milhões de profissionais. Boa parte desse crescimento se deve ao declínio dos custos de geração de energias solar fotovoltaica e eólica.

Algumas ações podem ajudar as companhias a serem protagonistas desse processo ao adotarem medidas de redução de emissão de poluentes com foco em sustentabilidade. Quer saber quais são eles? Confira a seguir!

1. Usar tecnologias limpas e energias renováveis

Na indústria brasileira, o uso de tecnologias limpas — como os sistemas de automação, sensoriamento e robótica que compõem a indústria 4.0 — podem ajudar a melhorar a eficiência energética entre 10% e 25%. Além delas, as fontes renováveis de energia, cuja produção é liderada pelo Brasil, são peça-chave nesse processo.

A bioenergia, produzida a partir de biomassa, tem grande potencial na economia de baixo carbono. O etanol (de cana-de-açúcar) e o biodiesel (de sementes oleaginosas, como soja e mamona, e gordura animal) são biocombustíveis já consolidados no Brasil.

Além disso, já se experimenta a geração de eletricidade a partir de resíduos de biomassa, como o bagaço da cana-de-açúcar. Todas essas formas de bionergia têm potencial para se tornar protagonistas como energia alternativa em todo o planeta.

2. Adotar a produção circular

Esse conceito envolve a reutilização de resíduos, de gases e de energia de forma a fechar o círculo produtivo na indústria. Aplicá-lo garante menor consumo de recursos naturais e maior eficiência de processos, o que reduz o custo e os impactos ambientais.

Um estudo da Fundação Ellen MacArthur demonstra que os sistemas produtivos circulares vão faturar até 2030, somente na Europa, 1,8 trilhão de euros. Na economia linear, por sua vez, as receitas devem atingir 900 bilhões de euros. No Brasil, atualmente, apenas 2% dos resíduos retornam à cadeia produtiva.

3. Buscar a eficiência no transporte

O aumento da frota de veículos leves faz o transporte ter aumento contínuo de emissões de GEE. Por isso, é essencial pensar em formas mais eficientes de fazê-lo. No Brasil, a tradição é rodoviária, e isso representa um grande desafio, já que os meios de transporte mais adequados para a economia de baixo carbono são o ferroviário e o aquaviário.

A redução das emissões de GEE passa, necessariamente, pelo uso de modais mais eficientes. Isso porque o transporte de carga por ferrovias emite 2,9 vezes menos gases a cada tonelada transportada quando comparado ao transporte rodoviário.

Apesar disso, a tecnologia flex de combustível já está presente em 88% da frota brasileira de veículos leves. Há, ainda, a tendência da eletrificação, que permite maior eficiência energética e o uso de energia mais limpa. Para o transporte de carga, a redução do consumo pode ficar entre 19% e 33%.

4. Comprar créditos de carbono

Uma das formas de fazer a economia de baixo carbono realmente acontecer é a compra dos créditos de carbono. Assim, os interessados em participar desse movimento que não conseguem reduzir sua própria emissão podem comprar créditos: o vendedor deve ter atingido níveis excedentes em relação às cotas estabelecidas.

Isso incentivou a criação de projetos que buscam diminuir os prejuízos ao meio ambiente. No Brasil, os créditos de carbono são comercializados em leilões da BM&FBovespa em transações on-line. As regras são determinadas em editais.

Em resumo, atuar no sentido de promover a economia de baixo carbono por meio da aquisição de crédito de carbono é essencial para o meio ambiente, a sociedade e a empresa. Afinal, são o futuro do planeta e a possibilidade de uso dos recursos naturais por mais tempo que estão em jogo.

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