5 erros comuns em projetos de iluminação pública!

A iluminação pública tem a principal função de iluminar os espaços públicos nos períodos noturnos para oferecer maior segurança à população. A luminosidade permite o tráfego protegido das pessoas durante a noite e possibilita o lazer daqueles que trabalham durante o dia.

Por isso, as luzes nas ruas, avenidas e alamedas devem fornecer visão privilegiada aos pedestres. Para obter esse resultado, é preciso entender sobre tipos de lâmpadas, cálculo de raio, temperatura de cor, distância entre os postes, localização dos transformadores e muitos outros aspectos.

Neste post, vamos listar os erros comuns em projetos de iluminação pública e explicar como funciona esse segmento. Você vai encontrar, também, detalhes sobre responsabilidades e a importância do uso das tecnologias. Continue a leitura!

Saiba como funciona a iluminação pública

Na maioria dos centros urbanos do Brasil, a claridade é proporcionada por postes de luz, luminárias de LED e outros dispositivos que fazem parte de um conjunto. As autoridades municipais trabalham em coordenação com as distribuidoras de energia elétrica para oferecer qualidade de vida aos cidadãos.

A responsabilidade pela luminosidade eficiente é da prefeitura de cada localidade. É ela que faz a contratação da prestadora de serviços, em atendimento ao Artigo 30, V da Constituição Federal de 1988, e à Resolução Normativa RN 414/2010, da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

As condições para o fornecimento de eletricidade estão em seu Artigo 18. A manutenção dos sistemas de iluminação, as operações e investimentos são partilhados pelas distribuidoras regionais e os municípios.

Por exemplo, transformadores, redes elétricas, subestações e postes ficam sob a responsabilidade da prestadora de serviços essenciais. Já relés, reatores, equipamentos acessórios, hastes de postos e luminárias de LED ficam aos cuidados da Administração Pública Municipal.

Conheça os principais erros comuns em projetos de iluminação pública

Erros na iluminação pública interferem nos resultados dos dispositivos, causam insegurança e podem gerar acidentes de trânsito. Sem falar que a ausência de luminosidade suficiente possibilita a realização de atos ilícitos, já que os criminosos perdem o medo de ser identificados.

Por outro lado, o uso de lâmpadas convencionais causa sérios prejuízos à natureza pela emissão de gases na atmosfera. Existem vários erros em projetos de iluminação pública que englobam tipos, modelos e tamanhos de luminária e refletor de LED inadequados para determinados locais.

Veja, a seguir, quais são essas falhas que causam prejuízos aos cofres públicos, tendo em vista que elas aumentam consideravelmente as despesas com o elevado consumo de energia elétrica!

1. Tipos de lâmpadas inadequadas

Há diversos tipos de lâmpadas disponíveis no mercado e que podem ser usadas incorretamente pelas empresas contratadas. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elaborou a Norma Regulamentadora Brasileira NBR nº 5101/2018, estabelecendo os requisitos para iluminar vias públicas, de modo que elas proporcionem mais segurança aos motoristas e pedestres.

Conforme o texto dessa legislação, percebe-se que os dispositivos ideais para gerar economia de recursos e proteger o meio ambiente são aqueles compostos por diodos emissores de luz. Ou seja, para alcançar eficiência energética, deve-se utilizar a tecnologia LED.

Esses componentes podem ser inseridos em um projeto luminotécnico que visa a melhorar ainda mais o seu desempenho. Os refletores e as luminárias LED têm vida útil prolongada, podendo durar até dez anos, dependendo do fornecedor e da garantia que os fabricantes concedem — que é de, no mínimo, cinco anos.

Assim, ao utilizar essa opção, o administrador público precisa considerar que terá retorno dos seus investimentos em médio e longo prazo. Os dispositivos não exigem manutenção constante.

Tecnologia

Além do mais, as luminárias de LED podem trabalhar em conjunto com sistemas de gestão e telegestão para facilitar o monitoramento dos dispositivos. Com isso, há uma redução significativa de chamados para consertos ou trocas de componentes.

Câmeras de segurança também poderão ser instaladas com os equipamentos que estão criando as cidades inteligentes. As lâmpadas de vapor de mercúrio ou de vapor de sódio e de iodetos metálicos apresentam várias desvantagens, quando comparadas aos dispositivos de LED.

Elas têm menos durabilidade, o brilho pode ser insuficiente ou muito potente e causar o ofuscamento nas vias de trânsito. Já as luminárias LED produzem brilho uniforme e proporcionam até 50% de redução de consumo de energia.

2. Cálculo de raio errado

Ao implementar um projeto de iluminação pública, os profissionais especializados fazem diversos cálculos para verificar diversos fatores. Um deles é o cálculo de raio, que se for inadequado, prejudica a visibilidade nas ruas e traz consequências aos usuários das vias de trânsito.

Os dispositivos não podem, simplesmente, ser instalados sem uma análise e um planejamento. Os técnicos avaliam a necessidade do ambiente, a altura dos postes, o fator potência, a eficácia luminosa, a tensão de trabalho e o ângulo de abertura ideal para a instalação.

A inserção de componentes sem a realização de cálculo luminotécnico causa acidentes e atrapalha a visão dos usuários.

3. Temperatura de cor inapropriada

Os projetos de iluminação contam com luminárias LED com temperaturas diferenciadas para atender às necessidades dos mais variados locais. As cores quentes produzem luminosidade amarela e são perfeitas para relaxar, já que tornam os ambientes mais aconchegantes.

Já as cores frias se referem à produção de luz branca, que é ideal para manter os motoristas em estado de alerta. Sendo assim, os dispositivos com temperatura de cor fria são os mais indicados para iluminar ruas e avenidas. Cada cor tem sua função e a luminária LED é excelente para cumprir com as suas finalidades.

4. Distância errada entre postes

A instalação dos sistemas para iluminação pública segue as determinações para a garantia de claridade eficiente e do máximo rendimento dos equipamentos. O vão médio entre os postes precisa ser de 35 metros nas vias públicas.

A distância máxima é de 40 metros. Em áreas comerciais e nas curvas, as estruturas podem estar separadas por vão médio menor.

5. Localização inadequada dos transformadores

O dimensionamento e localização dos transformadores são definidos conforme a área onde será realizada a instalação. Eles não devem ser instalados em lugares inapropriados, pois interferem diretamente na capacidade de distribuição de energia elétrica.

Para identificar o local apropriado, o profissional especialista avalia os circuitos, as características do ambiente, a capacidade da rede, a potência nominal e outros fatores determinantes.

Vimos, neste artigo, os 5 erros comuns em projetos de iluminação pública! Saiba que é importante considerar as novas tecnologias, como a de LED, para reduzir custos com segurança e manter o potencial energético das redes elétricas. A diminuição do valor das faturas é outro benefício, uma vez que gera economia aos cofres públicos e possibilita novos investimentos!

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