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Descubra como era feita a iluminação de rua antigamente

A luz é essencial para que possa haver vida na Terra. A solar garante nossa subsistência e a iluminação artificial, a qualidade de vida e segurança nas ruas. Por isso, é difícil imaginar que, em certo período, não havia iluminação apropriada durante a noite nos lugares em que, hoje, estão os grandes centros urbanos. Isso acontecia porque não havia iluminação de rua adequada e, durante as noites, as únicas fontes de luz disponíveis eram a Lua, tochas e velas de sebo e gordura.

O caminho que foi percorrido até chegar no ponto em que conhecemos hoje, com tantas formas de iluminação diferentes e cheias de brilho foi longo e cheio de mudanças e inovações importantes para garantia da vida que levamos. Ficou curioso para saber como a iluminação de rua chegou no Brasil? Continue a leitura que a gente explica melhor essa história!

Iluminação pública antes do século XIX

1500 – Século XVIII

Na época em que o Brasil ainda não era uma colônia portuguesa — e até mesmo um certo período após a chegada de Pedro Álvares — o povo indígena dispunha apenas da luz do fogo (por meio de fogueiras) e do brilho da Lua para terem iluminação durante o período da noite.

Com a chegada dos europeus, outros métodos de iluminação foram trazidos do Velho Continente como, por exemplo, a lamparina que se utilizava de óleos animais e vegetais. O mais utilizado era o óleo de oliva, porém, como era feito somente na Europa, seu preço era muito alto em território brasileiro, de forma que somente a elite da nobreza tinha acesso.

Devido a este fato, não demorou muito até que o óleo de oliva fosse substituído por outros óleos que pudessem ser feitos no Brasil, tais como o óleo de coco e de mamona. Mais adiante, começaram a serem fabricados óleos de origem animal e também velas produzidas a partir de gorduras e de cera de abelha.

Século XVIII – Século XIX

Antes do século XVIII, não havia iluminação de rua propriamente dita. Em ocasiões de comemorações e festanças, os cidadãos iluminavam suas respectivas fachadas das casas utilizando velas.

Já no século XIX, as primeiras cidades brasileiras começaram a ser iluminadas por meio de lâmpadas de óleo de baleia. No Rio de Janeiro, a iluminação de rua por meio de óleos animais e vegetais começou a ser instaurada em 1794. Já em São Paulo, o uso de óleos para iluminar as vias públicas aconteceu somente em 1830. Era necessário que trabalhadores acendessem manualmente e diariamente as lamparinas nas ruas da cidade.

A chegada da iluminação de rua por eletricidade

A iluminação precária gerava uma série de complicações no âmbito da segurança para os cidadãos que tinham que passear pelas ruas à noite. Além do mais, as festas, eventos e comemorações que ocorriam na cidade eram de difícil realização no período noturno — era extremamente importante que fosse aproveitado ao máximo o brilho do sol.

Em 1854, a primeira cidade brasileira que obteve a implementação da iluminação a gás foi São Paulo — esse serviço perdurou até 1936 na cidade. Dentro desse período, velas, fogueiras, lamparinas e lampiões coexistiram por um bom tempo nas cidades até que a modernização da iluminação fosse amplamente implantada.

No ano de 1879, o então imperador Dom Pedro II autorizou que Thomas Edison chegasse ao país trazendo suas invenções para utilização da energia elétrica na iluminação de rua. Logo após, foi inaugurada a primeira instalação permanente de iluminação por meio do uso de eletricidade, que aconteceu na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

Campos, que fica no estado do Rio de Janeiro, foi a primeira cidade brasileira a dispor de luz elétrica nas vias públicas — o que ocorreu em 1883 — em razão de ter recebido uma usina termoelétrica. Depois, foi a vez da cidade de Rio Claro, São Paulo, também em virtude da presença de uma usina. A capital do Rio de Janeiro só foi implantar o serviço no ano de 1904, e, São Paulo (capital), no ano seguinte. Ao fim do século XIX, a iluminação por meio da eletricidade já era realidade em boa parte do mundo e do Brasil urbano também.

Esse processo de iluminação pública foi muito importante para o desenvolvimento dos grandes centros urbanos. A falta de luz no período noturno é um fator que influencia muito para a ocorrência de crimes, e gera insegurança e desconforto para o cidadão que tem que transitar em vias públicas durante esse período.

A revolução da iluminação de LED

Até os anos 1960, a iluminação de rua era realizada por meio de lâmpadas incandescentes, porém, em alguns lugares, era utilizado também lâmpadas fluorescentes. Com o tempo, as lâmpadas que funcionavam a base de vapor de mercúrio (brancas) foram ganhando mais território na iluminação das cidades. E foi somente na década de 1990 que as lâmpadas amarelas (vapor de sódio) começaram a ganhar espaço e se tornaram o meio de iluminação das luminárias e postes.

Já no século XXI, essas lâmpadas foram substituídas pelas de vapor metálico e as amplamente utilizadas atualmente, com tecnologia LED. Essa última revolucionou o mercado, pois tem maior capacidade de emissão de lúmens, quando comparada às demais. Além disso, é bastante econômica no uso de eletricidade e é capaz de converter uma porcentagem muito maior da energia consumida em luz, em vez de calor. Já representam ampla eficiência e praticidade e são uma ótima opção para luminárias públicas, iluminação de fachadas e monumentos dos centros urbanos.

E as vantagens do uso de luminárias LED para iluminação pública não param por aí: as lâmpadas utilizadas antigamente (que foram citadas anteriormente no texto), como as de vapor de sódio, mercúrio ou vapor metálico são prejudiciais ao meio ambiente, já que se tratam de metais pesados. Quando utilizadas em larga escala, podem ser danosas tanto em decorrência dos efeitos químicos (emissão de radiação), quanto na ocorrência de descarte de forma errônea.

Além disso, em comparação com as lâmpadas incandescentes, as de LED têm vida útil muito maior e requerem muito menos manutenções que, quando são necessárias, são muito mais fáceis e práticas.

Foi um longo caminho percorrido, com muitas mudanças e inovações, até a tecnologia de iluminação chegar no que conhecemos atualmente. Quem só conhece essa realidade dos grandes centros urbanos, com todas as suas luzes e brilho, não imagina como era possível viver na quase completa escuridão há um certo tempo atrás.

Esperamos que, com este post, o leitor possa ter aprendido um pouco mais sobre a história da iluminação de rua no Brasil. Se gostou do conteúdo, continue conosco no blog e descubra o que são as smart cities e como aplicar esse conceito!

SX Lighting

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