Quais são as práticas mais indicadas para a iluminação interna de condomínios?

Os profissionais que lidam com a iluminação interna condomínios precisam aplicar técnicas específicas que aumentam a efetividade, segurança e economia no que diz respeito à organização de luzes desse tipo de estabelecimento.

Continue esta leitura para entender mais sobre o assunto. Aqui você encontrará o conceito e finalidade da iluminação nos condomínios, quais são as normas que dispõem sobre o tema, as melhores práticas de iluminação interna e externa e mais.

O que é, para que serve e como funciona a iluminação de condomínios?

A iluminação de condomínios envolve todos os critérios de um projeto de iluminação das áreas comuns de um condomínio, seja o edifício comercial ou residencial. Na prática, são considerados aspectos como:

  • posicionamento das fontes de luz;
  • onde será utilizada a iluminação natural;
  • nível de luminância, contraste, cor e outros;
  • fatores relacionados à manutenção dos equipamentos de luz;
  • equipamento utilizado para controlar a ativação das luzes e suas intensidades; entre outros.

Sua finalidade principal é a de assegurar um ambiente de qualidade para que indivíduos transitem e desempenhem suas atividades dentro do local. Caso haja dúvidas sobre quais são as áreas privativas, o responsável pode verificar as delimitações das áreas em documentos como a Convenção do Condomínio, a planta ou certidão imobiliária do imóvel.

Quais são e o que trazem as principais normas sobre o assunto?

São duas as principais normas que trazem disposições gerais sobre a iluminação interna de condomínios. Veja quais são abaixo.

ABNT NBR 8995-1

A NBR/ISO 8995-1 de 2013 traz as exigências legais para manutenção da iluminação nos locais de trabalhos internos, bem como os requisitos para desempenhar tarefas visuais de forma mais eficiente, segurança e conforto durante a realização das atividades.

Essa é uma norma bastante ampla e deve ser aplicada em ambientes como o saguão de entrada, sala de espera, escadas, refeitórios, salas de descanso, depósitos, salas de máquinas, de controle e auxiliares, entre outras.

Resolução 414/10 ANEEL

A ANEEL regula e fiscaliza a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, além de melhorar as condições desse mercado. Dessa forma, essa é a entidade competente para publicar as condições gerais sobre energia elétrica e iluminação, que consiste na Resolução 414/10 ANEEL.

De acordo com art. 20 da norma, é de responsabilidade do poder público municipal ou distrital a iluminação de vias internas de condomínios, devendo o profissional da iluminação pública aplicar o que prevê a resolução nesse tipo de entidade.

Outra resolução importante da ANEEL é a 2590/2019, que traz o tempo médio de faturamento da energia elétrica que deve ser destinada à iluminação de vias internas de condomínio. Também foi publicada a Resolução n.º 888/2020 ANEEL, que traz maior segurança e previsibilidade de custos ao Setor Elétrico e Municípios.

ABNT NBR 5101

Em relação às ruas internas, os condomínios residenciais ou até mesmo industriais devem obedecer o que prevê a NBR 5101.

A norma foi revisada no ano de 2018 e sua finalidade é de propiciar mais segurança aos tráfegos de pedestres e veículos. Ela dispõe sobre a distribuição das intensidades luminosas transversal, longitudinal e em espaços acima dos cones de 80 e 90 graus.

Ressalta-se que as vias internas são de responsabilidade da própria empresa que gerencia o condomínio, já que não se tratam de vias públicas.

Quais são as melhores práticas de iluminação interna para condomínios?

Neste tópico estão as dicas que melhoram os ambientes internos de condomínio, proporcionando maior confortos às pessoas que transitam no local e um melhor ambiente para desempenho de tarefas visuais.

Evite luminâncias muito altas ou baixas

Luminância (SI) é a medida da densidade da intensidade de luz refletida em uma direção. Evite que ela seja muito alta para que a visão de pessoas não sofra com ofuscamento, que gera desconforto e reduz a acuidade visual.

Por outro lado, níveis muito baixos de luminância retiram o estímulo do ambiente, tornando-o tedioso. O ideal é buscar o equilíbrio de luminância tanto para planos horizontais quanto verticais e inclinados.

Tenha cuidado com os contrastes de luminância

Contrastes são as diferenças entre as luminâncias no ambiente. Caso a mudança no nível de luminância seja impactante entre os ambientes, haverá uma maior fadiga visual, pois os olhos precisarão se readaptar constantemente quando um indivíduo atravessa ambientes.

Atente-se ao fato de que as luminâncias de diferentes lugares devem ser uniformes, de níveis próximos ou proporcionar uma transição gradual e agradável.

Analise os aspectos da cor

Existem duas características relacionadas à cor que devem ser analisadas. A primeira é a aparência da cor, que envolve a cromaticidade da luz que ela emite e pode ser categorizada em três grupos que variam conforme a temperatura das lâmpadas:

  • quente — até 3.300 Kelvin (K);
  • intermediária — entre 3.300 K e 5.300 K;
  • fria — acima de 5.300 K.

Para fazer a escolha certa, é importante analisar o clima do ambiente local. Por exemplo, em climas quentes é recomendável o uso de cores frias. Já as cores quentes são preferíveis para lugares frios.

O segundo aspecto da cor é a sua capacidade de reprodução, que é medida em Ra, tem valor máximo de 100 e influencia o bem-estar do ambiente. Em interiores em que indivíduos permanecem por longos períodos não é recomendável usar luzes inferiores a 80.

Estude cada zona individualmente

Como cada local do condomínio tem suas próprias características, uma iluminação não terá o mesmo impacto uniformemente na entidade. É necessário estudar as qualidades de cada zona separadamente e criar o melhor plano para cada uma delas.

E as melhores práticas para desempenho e economia na iluminação externa?

Também é importante se atentar à iluminação da parte externa do condomínio — do lado de fora —, já que isso também pode impactar no consumo de energia elétrica.

Instale sensores

Muitas vezes as pessoas esquecem luzes acesas ou as mantêm ligadas mais tempo que o necessário, o que pode gerar um impactante aumento nos gastos com eletricidade. Esse problema pode ser evitado com a implementação de sensores que detectam movimento, ativam automaticamente e são desativados após um período de tempo.

Aproveite da iluminação natural

Ao ampliar o uso da luz natural, diminui-se a necessidade de manter luzes ativas. Há diferentes estratégias que podem ser aplicadas para alcançar esse objetivo; uma delas é aplicando um sistema de dimerização — regula a potência das luminárias conforme a necessidade momentânea.

Use a iluminação LED

As luminárias que usam cristais de LED têm maior potência e, principalmente, são mais econômicas. Outra redução de gastos envolve a diminuição de necessidade de manutenção, pois as luminárias LED têm maior tempo de vida útil.

Esses benefícios são possíveis pela boa capacidade do diodo, que consegue garantir maior eficiência com menos energia elétrica. Tais luminárias consistem em uma das principais opções para economizar na iluminação pública — externa.

Ao dar a devida importância à iluminação interna condomínios e seguir as dicas explicadas neste conteúdo, o responsável conseguirá manejar inteligentemente a luz do estabelecimento para conquistar impactantes economias com energia, troca de peças e manutenções.

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