Relé e telegestão de luminárias LED: entenda essa relação

A telegestão de luminárias LED também é conhecida como gerenciamento remoto de iluminação. Ou seja, a partir de um centro de controle à distância, os operadores poderão monitorar toda a rede de luzes e tomar decisões, como troca, redução da intensidade luminosa, desligamento etc.

No entanto, isso só é possível quando você conta com equipamentos específicos. Entre eles, luminária preparada para telegestão, base relé 7 pinos, controlador, software de gestão e um gateway. Isso tem sido bastante utilizado no contexto da iluminação pública.

Grande parte das cidades brasileiras está adotando esse modelo de gestão para reduzir os custos com energia por meio das Parcerias Público-Privadas. Essa modernização da infraestrutura se intensificou desde 2014, quando uma Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Portaria nº 414, regulou a transferência dos ativos das concessionárias de energia para as prefeituras.

Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe a leitura!

Como a telegestão de luminárias LED funciona?

Apesar desse foco nos serviços públicos, a telegestão também pode ser aplicada em vários outros locais. Por exemplo, ela é muito interessante para os condomínios fechados, que contam com diversas vias para carros e funcionam como verdadeiras minicidades. Além disso, a estratégia pode ser aplicada nas fábricas, onde há vários pátios, galpões e linhas de montagem.

Processo de telegestão

O processo de telegestão é bem simples. O operador fica em uma central, onde os computadores contam com um mapa completo de toda a rede, e sabe exatamente a localização de cada ponto de luz. Por meio de conexões digitais, ele recebe uma atualização instantânea com os detalhes de cada ponto, como desempenho, falhas e roubos.

Manutenção

Assim, a manutenção da rede fica muito mais rápida e eficaz. Sem a telegestão, o monitoramento fica dependente de rondas e reclamações de moradores ou usuários — o que gera bastante insatisfação com o serviço.

Afinal, quando alguém paga por ele, espera que funcione adequadamente, sem a necessidade de perder tempo para abrir chamados de troca de equipamentos.

Tecnologia

Além disso, você pode programar varreduras periódicas, nas quais o sistema faz um diagnóstico completo de toda a rede. Assim, além de defeitos, pode-se obter informações detalhadas sobre cada ponto de consumo de energia para verificar a questão da eficiência energética. Isso permite que o gestor pense em medidas para melhorar o custo-benefício.

Então, em vez de ter uma equipe para rondas, é possível investir em um time de técnicos de prontidão para fazer a troca rápida das luminárias quando o sistema de telegestão apontar um problema. Com um bom software, você poderá contar, inclusive, com um sistema de alertas sonoros e visuais que avisam assim que um equipamento apresenta anormalidades.

Precisão nos cálculos

A telegestão também deixa todo o processo de gerenciamento mais preciso. Sem a tecnologia, todos os cálculos de previsão de custos com energia de iluminação pública são feitos com estimativas, nas quais se considera que cada luminária fica ligada 11 horas e 52 minutos, todos os dias. Com a telegestão, por outro lado, o consumo é calculado em tempo real e com exatidão à medida que chegam os dados no sistema.

Caso tenha luminárias de LED dimerizáveis, isto é, com a funcionalidade de ajuste na intensidade luminosa, o operador poderá controlar até mesmo o nível de iluminação, reduzindo a emissão naqueles locais que já contam com uma boa iluminação e intensificando as regiões mais escuras. Desse modo, além de melhorar a satisfação com o serviço, o custo-benefício se torna ainda mais atrativo.

Qual a relação entre luminária LED, base para relé, relé e controlador?

Quando falamos de telegestão, primeiramente, é importante que saibamos qual a utilização desses equipamentos. Os relés são dispositivos elétricos cuja função principal é fazer alterações de controle no circuito, à medida que determinadas condições são atingidas. São várias as situações que podem gerar a variação do comportamento de uma relé:

  • luminosidade;
  • temperatura;
  • passagem de tempo, entre outras.

A funcionalidade mais comum encontrada nas luminárias de LED se dá por meio do relé fotoelétrico, que varia de acordo com a luminosidade. Ele realiza a comutação de liga e desliga para a iluminação, quando não há presença de luz solar no ambiente — a partir do anoitecer, por exemplo.

Porém, essa tecnologia já é antiga e limitada a essa funcionalidade. Com o avanço tecnológico, já podemos realizar muitas outras aplicabilidades para o sistema de iluminação de LED, como o controle total e o monitoramento remoto.

Já a base para relé tem a função de tomada para a inserção do relé. Existem três modelos disponíveis no mercado. O que os difere é a pinagem, ou seja, o número de pinos do relé, podendo ser de três, cinco e sete pinos.

A base para três pinos permite a interligação apenas para o driver comum, ou seja, o controle se resume ao Liga/Desliga. A base para cinco pinos, além da interligação para drivers dimerizáveis, permite a conexão com controladores que realizam o controle da intensidade de luz gerada pela luminária LED, Liga/Desliga instantâneo ou programável.

Por fim, a base para sete pinos fornece, além das possibilidades contidas no relé de cinco pinos, um leque de controle e monitoramento mais abrangente. Podem podendo ser instalados controladores mais robustos, em que é possível monitorar temperatura na luminária, consumo energético, nível de corrente, entre outras inúmeras informações que podem ser fornecidas por esse tipo de dispositivo.

Para que seja possível utilizar um relé no seu sistema de iluminação, é necessário que haja uma base para relé embarcada na luminária ou no pé do braço do poste. Outro fator importante na definição da configuração ideal para uma luminária LED apta para telegestão é entender os tipos de drivers disponíveis no mercado e suas funcionalidades.

O driver é um dispositivo que fornece os parâmetros de corrente, a tensão e a potência para o conjunto de LEDs. Os principais tipos de drivers são:

  • driver comum: parâmetro de saída constante e inalterável, permite apenas o comando ON/OFF para luminária;
  • driver 0 — 10VDC: além das mesmas funções do driver comum, permite a dimerização (intensidade luminosa) da iluminação LED.

Sintetizando, para ter um sistema habilitado para tecnologias de telegestão, é necessário que sua luminária tenha um driver com a característica 0-10VDC ou 1-10DC para cada luminária, e uma base para relé de sete pinos embarcada.

Dessa forma, no futuro, poderá ser incluído um sistema de telegestão nessas luminárias, adicionando um controlador em cada ponto de luz, um software para gestão e uma gateway de comunicação entre o software e os controladores.

Você deve estar se perguntando: “se eu aplico uma luminária apta para telegestão, obrigatoriamente, devo adquirir o sistema completo de telegestão?”. A resposta para essa pergunta é não. Enquanto não se adquire o sistema, é possível utilizar um relé com funcionalidade normal On/Off.

Caso não seja do interesse adquirir um sistema de telegestão, deve-se comprar uma luminária sem base relé e driver comum ou com base relé três pinos e driver comum. Nesse caso, é possível a criação de um sistema autônomo On/Off.

Quais as vantagens de luminárias LED integradas em um sistema de telegestão?

As luminárias LED precisam conter características básicas e essenciais para permitir a utilização de algum nível de automação, além do convencional liga e desliga. As vantagens da telegestão são praticamente incomparáveis aos sistemas já utilizados há muito tempo, porque apresentam uma aplicabilidade muito abrangente.

Por exemplo, na iluminação pública, informações como a quantidade e a localização de cada ponto de iluminação que apresenta falha são fornecidas em tempo real para a plataforma do software de gerenciamento.

Assim, permite um tempo de resposta para a manutenção do sistema como um todo muito mais eficiente. Com a telegestão, o leque de oportunidades é imenso, e suas vantagens garantidas.

Quais são as principais práticas adotadas na gestão de iluminação pública?

A iluminação pública melhora as cidades, contribuindo com a imagem e a segurança. A criminalidade diminui durante as noites e os acidentes de trânsito são evitados pela luminosidade eficiente. A gestão desse segmento é crucial para fornecer serviços de qualidade ao público.

Normalmente, as prefeituras contratam empresas para a prestação dos serviços de iluminação pública e definem o que deverá ser cumprido pelas fornecedoras. Essas empresas precisam cumprir os requisitos mínimos do contrato firmado, o que inclui os prazos, os objetivos da contratação, a eficiência do atendimento e o bom desempenho dos dispositivos.

Veja, a seguir, as principais práticas nesse setor.

Considerar a tecnologia mobile

A tecnologia mobile é indispensável para o trabalho das equipes técnicas que executam atividades externas. Os colaboradores podem utilizar dispositivos móveis conectados ao sistema de gestão e conseguir acesso à diversas funcionalidades, como mapas, rotas e solicitações. O sistema opera sem Internet, no modo off-line.

Os pontos de iluminação pública devem ser cadastrados pelas empresas para o uso de georreferenciamento e otimização dos atendimentos. Com isso, evita-se a ocorrência de reclamações duplicadas e os locais que necessitam de reparos são facilmente identificados. Cidades com deficiências nos sistemas de gestão de iluminação pública geram descontentamento aos usuários.

Melhorar a comunicação com a população

Melhorias na comunicação com a população são indispensáveis para as empresas que prestam esses serviços. Sendo assim, os investimentos em solução desses canais precisam ir além de um call center eficaz. Na atualidade, os usuários querem praticidade e agilidade, o que pode ser oferecido por meio de um site na Internet, e-mail, aplicativo etc.

Definir os principais aspectos acerca de manutenção

A manutenção exige organização das operações e dos procedimentos indispensáveis. O monitoramento constante dos dispositivos de LED gera economia de energia elétrica, reduzindo os custos com consertos e trocas desnecessárias. Isso é facilitado pelas tecnologias de telegestão, que ajudam a realizar esse gerenciamento de forma remota.

Os sistemas atuais permitem a programação para que os pontos sejam automaticamente ligados e desligados no momento certo. Ajustes da intensidade da luminosidade e outras funcionalidades fazem parte das possibilidades das empresas responsáveis.

Com o monitoramento, os gestores acompanham o desempenho dos dispositivos em tempo real. Dessa maneira, torna-se mais fácil localizar falhas e defeitos nos equipamentos e a correção dos problemas pode ser agilizada. As equipes têm acesso a essas informações precisas, sem precisar fazer revisões periódicas e investir tempo em tarefas dispensáveis.

Entender os componentes do sistema de iluminação

Os profissionais especializados que cuidam da iluminação pública têm o dever de entender os componentes do sistema de iluminação e averiguar o que está sendo executado pelos funcionários. O acompanhamento dos trabalhos garante a qualidade dos serviços e a produtividade ideal.

Existem soluções tecnológicas que auxiliam os gestores na confirmação do comparecimento das equipes nos pontos que necessitam de correção. Desse modo, os chamados são recebidos e atendidos por meio de um planejamento de rotas de atendimento às regiões, e os responsáveis pela gestão conseguem ter um controle do que realmente foi feito.

Implantar indicadores para medir eficiência energética

Os indicadores estão sendo muito utilizados por empresas de todos os ramos do mercado. Eles são úteis para identificar, solucionar e evitar gargalos nos processos operacionais. Os softwares de gestão são responsáveis por apresentar essas informações, influenciar a qualidade dos atendimentos e aumentar as chances de sucesso da organização.

Geralmente, sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) são muito indicados para gerenciar solicitações, armazenar reclamações e administrar prioridades para evitar atrasos. Eles também geram métricas pelo acompanhamento dos processos e avaliação de desempenho, indicadores, gráficos e relatórios precisos para a realização de análises mais profundas.

Controlar o estoque

O estoque das empresas é um setor estratégico que necessita de controle e organização. Estruturas físicas para a guarda de veículos e atuação dos funcionários também são muito importantes. As peças de reposição dos parques de iluminação ocupam espaço e precisam estar acomodadas em um lugar onde não atrapalhem a execução de tarefas.

Por outro lado, o local de armazenamento dos itens deve ser acessível para que eles sejam facilmente localizados pelos funcionários. Assim, a produtividade das equipes aumenta consideravelmente. Porém, os estoques não podem ficar desprotegidos ao acesso de indivíduos não autorizados, de modo que furtos de materiais sejam evitados.

Antecipar reclamações

Os gestores conseguem antecipar reclamações dos usuários pelo uso do sistema de gestão e pelo estabelecimento de rotinas. Além do auxílio da tecnologia, há a possibilidade de organizar rondas para a identificação de pontos defeituosos, antes que as pessoas entrem em contato com a empresa. Ao fazer isso, a imagem da organização é protegida e milhares de pessoas ficam satisfeitas.

As rondas são desejáveis para aprimorar o custo-benefício pela troca de luminárias públicas de LED queimadas e pela averiguação da existência de dispositivos que permanecem acessos em horários indevidos. Os colaboradores visualizam os pontos que possivelmente darão problemas e as correções são realizadas antes que os dispositivos sejam danificados.

Essa prática gera resultados e aumenta a credibilidade da empresa diante dos cidadãos e da administração pública. Para garantir a satisfação da sociedade atual, é necessário prestar serviços com excelência. Consequentemente, os futuros contratos serão conquistados em virtude da qualidade e da eficiência comprovada pelas terceirizadas.

Utilizar software de gestão

No Brasil, existem várias opções de software de gestão, mas nesse caso, deve-se encontrar um programa que seja específico de iluminação pública. As inovações tecnológicas para essa área estão sendo utilizadas para otimizar os processos e organizar as tarefas diárias. Os sistemas auxiliam no gerenciamento das equipes, no controle de estoque e no atendimento aos chamados.

Um software de gestão de iluminação pública se baseia na nomenclatura dos pontos e na localização por longitude e latitude. As solicitações duplicadas são agrupadas para impedir deslocamentos desnecessários de colaboradores para o atendimento de um chamado referente ao mesmo local.

Agora, você já sabe um pouco mais sobre relé e telegestão de luminárias LED e consegue entender essa relação entre os dispositivos. Adote as práticas mencionadas aqui, aprimore a produtividade das equipes e tenha uma gestão de iluminação pública eficiente. Não se esqueça de usar as luminárias e refletores de LED, que oferecem economia de energia e durabilidade de até dez anos!

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