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Entenda a diferença entre driver e reator

Há muitos anos, os dispositivos utilizados para gerar luz eram conhecidos como incandescentes e eram formados por filamentos que aqueciam quando submetidos à corrente elétrica. As luminárias de LED são uma verdadeira revolução na geração de luz, trazendo diversos benefícios se comparadas às tecnologias passadas. E, para o seu máximo funcionamento, são necessárias algumas peças, como o driver e o reator.

Na estrutura operacional de luminária, o driver e o reator desempenham papéis fundamentais. São eles os responsáveis por garantir que a corrente que circulará na luminária não trará prejuízos ou sobrecarga — o que poderia causar um sério acidente.

Para entender mais sobre a função de cada um deles, continue a leitura. Neste post, falaremos sobre suas especificidades, diferenças, aplicações e bom uso na instalação.

O que é reator?

Com a evolução dos sistemas de iluminação desde as luminárias incandescentes, foi necessário desenvolver alguns equipamentos para a proteção das lâmpadas chamadas de descargas — sejam elas de alta pressão, sejam elas de baixa pressão (fluorescentes). Elas não podem ser ligadas diretamente à rede elétrica, pois não têm cargas lineares e apresentam impedância relativamente alta.

Foi necessário, portanto, colocar entre a rede elétrica e a lâmpada uma caixinha chamada reator. Ele cria um fluxo iônico dentro das lâmpadas, fazendo com que caia abruptamente a impedância — resistência à passagem da corrente elétrica.

O reator circula uma corrente entre os filamentos da lâmpada, aquecendo-os e gerando uma corrente iônica inicial. Depois, ele aplica uma tensão sobre o tubo luminoso, criando um verdadeiro fluxo iônico por toda a lâmpada de descarga.

Os reatores eletrônicos fazem isso em alta frequência, enquanto os eletromagnéticos criam esse fluxo em uma frequência de 60Hz. Ou seja, a ideia do reator é disparar, ionizar e controlar a corrente por toda a lâmpada, pois, sem ele, ela seria entendida como um curto circuito no sistema e poderia estourar.

O que é driver?

Assim como se faz necessária a presença de um reator para evitar que a luminária de descargas seja submetida a uma corrente que seja superior à impedância, o driver é uma caixinha capaz de adequar a tensão da rede às necessidades de um módulo LED que emite a luz.

Ele é um conversor de energia, transformando a rede elétrica — alternada — em tensão contínua. Dessa forma, o LED pode trabalhar sem altos picos de corrente, o que poderia causar prejuízos para sua estrutura.

Para conseguir alimentar um módulo ou uma placa de LED, o driver é capaz de converter a tensão da rede (110 ou 220V) para 12, 24V ou outra tensão desejada. Dessa forma, a corrente que circulará pelo módulo da luminária será suficiente para garantir o bom uso e a segurança do aparelho.

Os tipos de driver existentes

Existem duas grandes famílias sobre os tipos de driver existentes no mercado: o controle por tensão e o controle por corrente. No mercado, a grande maioria encontrada é do modo corrente, pois o LED é um elemento/semicondutor controlado por ela.

Dentro do modo corrente, existem variedades específicas para residências, luminárias em escritórios, luminárias em lojas, indústrias, iluminação pública, estacionamentos, shoppings, condomínios fechados etc., fornecendo características ideais para cada local.

Cada uma leva em consideração os cenários em que serão utilizadas, como a tensão que será aplicada e necessária para a conversão, a corrente que circulará pelo LED das luminárias, entre outros elementos.

O impacto causado pelo driver na instalação

Por ser conversor de energia, o driver irradia ondas elétricas com frequências suscetíveis a interferências com outros aparelhos, como um controle remoto. Um dispositivo, portanto, pode ter o seu funcionamento afetado quando aproximado de um driver.

Dentro de um centro cirúrgico, por exemplo, essa preocupação deve ser considerada. A irradiação conduzida pela tomada, atravessando o ar, precisa ser limitada e controlada no driver de maneira a não afetar o bom funcionamento dos outros equipamentos elétricos.

Por isso, é fundamental ter atenção ao modelo de driver que será instalado em conjunto com a luminária LED, pois cada um tem atenuação indicada e apropriada para aplicações sensíveis.

Qual a diferença entre o driver e o reator?

Do ponto de vista do conceito, um reator é um conversor de energia AC (corrente alternada). Ou seja, ele recolhe a corrente alternada na tomada e, na saída, oferece também uma corrente desse modelo. Ele é considerado um conversor de energia AC-AC.

Caso ele seja eletromagnético, o AC de saída terá a mesma frequência que o AC de entrada. Porém, se for um reator eletrônico, o AC de saída terá um Khz mais elevado do que o de entrada.

O driver tem uma etapa a mais. Ele é um conversor AC com saída DC (corrente contínua). Nesse caso, ele pega a corrente alternada da tomada e transforma — após uma série de estágios dentro do próprio sistema — em uma corrente de tensão contínua. Trata-se de um conversor de energia AC-DC.

O driver faz quatro estágios de conversão: ele transforma a corrente AC da tomada em barramento DC. Em seguida, modifica esse barramento para uma corrente AC e, por fim, oferece, na saída, uma corrente DC.

De fato, o driver não gera uma corrente contínua pura, como uma bateria. Ele se superpõe ao DC como se fosse um componente AC. Essa sobreposição é chamada de ripple. Se ela for muito alta, poderá causar interferências indesejadas em outros dispositivos eletrônicos. Por isso, é importante verificar esse parâmetro do driver no momento de adquirir uma luminária LED.

Em termos de aplicabilidade, o reator tem a capacidade de impactar no tempo de vida útil de uma luminária de LED. Em contrapartida, no caso do driver, quem tem maior influência na expectativa de vida em um sistema de iluminação é o módulo.

Como escolher luminárias de LED ou lâmpadas de descarga com o driver e o reator ideais para a instalação?

Todo equipamento acaba causando um efeito colateral na rede elétrica, “sujando-a”. As normativas internacionais e nacionais definem qual é o limite admissível para o efeito que um equipamento pode causar na rede.

No sistema industrial, que é composto por três fases e um neutro — trifásico —, a orientação é deixar a iluminação pendurada em uma fase. Com isso, é possível minimizar o efeito danoso de outros equipamentos na fase que alimenta a iluminação.

Para diminuir os impactos do driver na rede elétrica, é preciso garantir um bom aterramento. O driver tem, internamente, circuitos eletrônicos para barrar o ruído que gera. E, para que os circuitos internos tenham um resultado ainda melhor, a rede elétrica deve ter um aterramento bem-feito.

No momento de escolher o driver e o reator adequados para a instalação, é preciso analisar os seguintes parâmetros específicos:

  • fator de potência: a normativa brasileira determina que seja acima de 0,92;
  • eficiência: em um driver, é considerado positivo o equipamento que garanta de 83% a 93% desse fator;
  • fator de reator e crista: parâmetros específicos para os reatores que garantem a eficiência da aplicação.

O driver e o reator são ferramentas fundamentais para conseguir garantir o tempo de vida e a funcionalidade das luminárias de LED. Sem esses equipamentos, os tubos de LED ficariam comprometidos, podendo gerar acidentes.

Agora que você descobriu os motivos de contar com o driver e o reator na instalação elétrica do seu projeto luminotécnico, aproveite a sua visita para saber como escolher o melhor fornecedor de refletor de LED para a sua empresa!

SX Lighting

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