Indústria 4.0: o que você precisa saber sobre ela!

A Indústria 4.0, ou quarta revolução industrial, certamente já bateu a sua porta e, diferentemente das suas predecessoras, ela rapidamente se tornou uma realidade no contexto dos negócios, em partes devido à globalização.

Basicamente, definimos a Indústria 4.0 como uma tendência tecnológica que engloba automação, controle e processamento de informações aplicados na manufatura, com o objetivo de tornar os processos de produção mais eficientes, customizáveis e autônomos.

Neste artigo, traremos tudo que você precisa saber sobre essa tendência e quais os impactos imediatos sentidos pelas partes envolvidas. Boa leitura!

Como surgiu a Indústria 4.0 e quais são os desafios enfrentados?

Quando pensamos em Indústria 4.0 devemos pensar diretamente no conceito de revolução. Isso porque a primeira revolução surgiu com a aplicação de máquinas a vapor nos meios fabris. Logo em seguida, desenvolveram-se motores elétricos e de combustão mais eficientes, assim formou a “indústria 2.0”.

Buscando por soluções mais eficientes aplicando a eletrônica no universo industrial e, assim, estava instalado a terceira revolução. O conceito que a quarta revolução traz a aplicação e uso de Inteligência Artificial (IA), em conjunto com a Internet das Coisas (IoT), cloud computing, Big Data e segurança em toda a cadeia produtiva.

Dentre os desafios enfrentados por esse novo modelo de negócio estão a criação de novos postos de trabalho, que demandam alta capacidade técnica dos colaboradores, acompanhada da redução de mão de obra, uma vez que um dos pilares da Indústria 4.0 é a adoção de sistemas eficientes de produção.

Com essas novas diretrizes, o mercado, já acirrado para a maioria das empresas, torna-se ainda mais competitivo. O desenvolvimento acelerado para atender as demandas das empresas torna obsoleto os modelos de gestão até então considerados funcionais. É preciso se adaptar para se manter no mercado.

Qual o contexto do Brasil diante da Indústria 4.0?

Em uma resposta curta e direta: não é dos melhores. Generalizando, nossa indústria está pelo menos 60 anos atrasada. Salvo as exceções, ainda estamos no período que descreve a transição da segunda para a terceira revolução industrial e para o cenário atual, é urgente a necessidade de nossa adaptação.

Entretanto, não precisamos passar por todo o processo de revolução para chegar à competitividade da Indústria 4.0. Podemos “pular etapas” e ir direto ao ponto. Para entender melhor, tomemos alguns casos.

Automação da produção

É inegável que máquinas são mais eficientes que homens na maioria das tarefas que envolvem força ou repetibilidade. Apenar de nossa indústria estar defasada, já sentimos o poder da revolução das máquinas no campo, com a substituição de trabalhadores braçais por plantadeiras e colheitadeiras, aumentando assim a eficiência e produtividade da lavoura.

As fábricas brasileiras, como dito, ainda empregam mão de obra braçal para tarefas que poderiam ser maximizadas pela implantação de sistemas automáticas. Em parte, isso é reflexo das políticas publicas que desmotivam o empreendedor a olhar com mais atenção as possibilidades da Indústria 4.0.

Os benefícios desse modelo vão muito além de aumentar a produção, visto que há uma considerável redução dos desperdícios, diminuição de acidentes de trabalho, consumo eficiente de energia e eficiência nos sistemas de gestão e manufatura.

Note que isso é ótimo para o Brasil, uma vez que as tecnologias de automação já estão prontas no mercado e, ainda melhor que isso, já foram testadas e aprovadas por companhias multinacionais de impacto. São bons exemplos algumas companhias alemãs que, em seu território, conta com indústria altamente competitivas e com a mínima interferência humana.

Sistemas automatizados de iluminação

Outra vantagem que deve ser utilizada pelos empreendedores da Indústria 4.0 brasileira é que, as tecnologias provenientes deste modelo podem ser implantadas aos poucos, portanto, os custos associados com as mudanças, podem ser diluídos ao longo de um período estratégico.

O sistema de iluminação de um empreendimento é um dos mais fáceis de serem implementados. Como o foco da Indústria 4.0 é a eficiência, o LED é o melhor candidato a se considerar. Isso porque, em termos de economia, ele consome 70% menos energia que suas principais concorrentes — as lâmpadas de vapor de mercúrio, vapor de sódio ou mistas.

Além disso, LEDs são sistemas mais robustos que outros tipos de iluminação, o que se traduz em menos manutenção. Eles praticamente convertem toda energia elétrica que passa por eles em luz, diferentemente de outras tecnologias que geram muito calor.

Quanto aos custos de aquisição, ele é relativamente mais alto que outros sistemas. No entanto, por terem uma vida útil muito longa, o retorno financeiro se dá em um tempo relativamente pequeno, o que torna a iluminação por LED muito compensatória.

Esse tipo de iluminação representa muito bem o que é o conceito de Indústria 4.0., não só pelo fato de serem mais eficientes, mas por possibilitar coletar informações do ambiente (ou seja, ter dados) e automatizar toda a iluminação de espaços.

Com dados, é possível, por exemplo, saber quais os locais que precisam de maior iluminação e em quais dias e horários, ligando o sistema somente quando for, de fato, necessário — ou seja, automatizando.

Quais são as vantagens e desvantagens da Indústria 4.0?

Como principais desvantagens, listamos:

  • custo de implementação mais elevado;
  • mão de obra especializada;
  • mudança de paradigmas.

Porém, apesar de em um certo momento esses itens serem considerados desvantagens, como visto, ao longo do tempo o retorno com implantação de novos sistemas é relativamente rápido. Além disso, o principal paradigma é a resistência em adotar políticas que gerem muitas mudanças.

Em geral, existem mais vantagens do que desvantagem com a implantação da Indústria 4.0. Dentre elas, destacamos:

  • possibilidade de implantação progressiva;
  • aumento da eficiência;
  • aumento da competitividade;
  • eliminação de desperdícios de recursos (tempo e matéria-prima);
  • consumo responsável e benéfico para o meio ambiente;
  • possibilidade de administração remota;
  • possibilidade de automação;
  • operação em tempo real;
  • operações integradas entre setores da cadeia produtiva.

A quarta revolução industrial, como visto, já é uma realidade que nos cerca, seja sutilmente pelas notícias do seu sucesso no mundo, seja pelos produtos e serviços que consumimos. O fato é que ela se tornou praticamente uma necessidade para que as empresas possam manter sua competitividade e atender todo o mercado.

No Brasil, políticas de implantação devem ser propostas para incentivar o empreendedor a melhorar seus sistemas produtivos. Apesar de não termos passado por todos os processos de revolução, podemos instalar a Indústria 4.0 sem prejuízo das demais, especialmente por essa já ter sido testada e aprovada em outros países, lideres no segmento de inovação.

Outro fator que possibilita e incentiva a indústria brasileira nessa nova etapa de modernização é a possibilidade de incorporar aos poucos os principais pilares da quarta revolução, começando, por exemplo, com o sistema de iluminação.

Gostou de conhecer mais sobre a Indústria 4.0 e por onde começar as mudanças? Deixe nos comentários sua opinião ou sugestão sobre assunto!